Entre o sagrado e o samba, feijoada de São Jorge será no Xoxoca Bar
- Wagner Rodrigues
- há 5 dias
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Há lugares que não cabem apenas no mapa, vivem na memória, no paladar e no afeto. No dia 23 de abril, data dedicada a São Jorge, o Xoxoca Bar, no Balneário, volta a ser um desses territórios simbólicos onde fé e cultura popular se encontram à mesa. A partir das 13h, o estabelecimento realiza a Feijoada de São Jorge, reafirmando um costume que, mais do que evento, se tornou ritual na cidade.
De frente para a Praça Juiz Saragoza, na Alameda Luiza Angélica, o bar fundado em 1988, pelo saudoso Paulo Boi, carrega a marca do tempo sem abrir mão da essência, comida feita com identidade, portas abertas e a certeza de que ali se celebra muito mais do que um prato típico. A feijoada servida em homenagem ao Santo Guerreiro chega carregada de significados. É devoção, é resistência e também celebração coletiva de uma cultura que se sustenta no cotidiano.
Não por acaso, o som que embala a tarde segue a mesma lógica. Erickinho e o Grupo Resenhô assumem a trilha do encontro, conduzindo o público por um repertório que passeia pelo samba e pelo pagode, gêneros que dialogam diretamente com o espírito da festa, popular, agregador e profundamente brasileiro.
No Xoxoca, São Jorge não é apenas lembrado. O Santo Guerreiro é vivido. Na batida do tamborim, no cheiro da comida, no brinde compartilhado. A camiseta oficial e o copo ecológico, vendidos a preços acessíveis no local, funcionam como extensões dessa experiência, pequenas marcas de pertencimento levadas para além do dia.
Em Angra, a data do Santo Guerreiro tem muitos endereços. Mas há quem saiba que, no dia 23, um deles pulsa diferente. E atende pelo nome de Xoxoca.





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