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Nos Trilhos do Poder

  • Foto do escritor: Wagner Rodrigues
    Wagner Rodrigues
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

Por Wagner Rodrigues

 

Angra dos Reis, continuidade, gestão e identidade própria

 

O prefeito Ferreti encerrou o primeiro ano de mandato enfrentando um cenário adverso, marcado pela queda na arrecadação, culpa exclusiva do Estado e por restrições fiscais que exigiram equilíbrio e capacidade de gestão. Ainda assim, sua administração deu continuidade a importantes ações herdadas do governo Fernando Jordão, garantindo a manutenção de serviços essenciais e avanços concretos em áreas sensíveis.

 

Entre os principais destaques está o programa Mais Água, que enfrentou um dos gargalos históricos de Angra dos Reis e apresentou respostas objetivas a uma demanda antiga da população. A iniciativa simboliza a capacidade do governo municipal de agir de forma estratégica, mesmo em tempos de escassez.

 

Para 2026, a expectativa é de que a digital de Ferreti esteja ainda mais evidente. O próximo período tende a ser marcado por ações estruturantes, planejamento de médio e longo prazo e investimentos capazes de consolidar uma Angra cada vez mais organizada, moderna e preparada para o futuro.

 

Paraty, reconstrução política e retomada do protagonismo

Em Paraty, o prefeito Zezé Porto conduz um processo gradual, porém consistente, de reconstrução administrativa e política. Após anos sob o comando de um mesmo grupo político, a cidade histórica começa a trilhar um novo caminho, pautado pelo diálogo institucional, reorganização da máquina pública e valorização de sua identidade cultural.

 

A gestão tem apostado na recuperação de espaços, no ordenamento urbano e no fortalecimento do turismo como eixo de desenvolvimento. Embora os desafios ainda sejam grandes, há sinais claros de mudança de rumo, com ações que indicam uma cidade em processo de retomada da confiança e do protagonismo regional.

 

Zezé Porto se consolida como uma liderança que aposta na paciência administrativa e na construção de bases sólidas, priorizando resultados sustentáveis em vez de ações imediatistas.

 

Eleições gerais: polarização, desgaste e pouco espaço para o novo

O cenário nacional aponta para eleições gerais marcadas por forte polarização, com disputas ideológicas cada vez mais acirradas. Esse ambiente tende a gerar desgaste institucional e a reduzir o espaço para o surgimento de novas lideranças, sufocadas por narrativas extremadas e pela radicalização do debate público.

 

A política brasileira segue refém de confrontos que, muitas vezes, afastam o foco das pautas essenciais, como desenvolvimento, inclusão social e eficiência na gestão pública.

 

Angra no tabuleiro eleitoral: velhos nomes e velhas práticas

No plano local, Angra dos Reis deve repetir um roteiro já conhecido. Nomes tradicionais da política municipal devem voltar à disputa por vagas no Congresso Nacional e na Alerj, enfrentando não apenas adversários externos, mas também conflitos internos.

 

As conhecidas “facadas nas costas”, fruto de disputas silenciosas, traições e alianças frágeis, tendem a reaparecer, mostrando que, muitas vezes, o fogo amigo continua sendo um dos maiores obstáculos à consolidação de projetos políticos sólidos na cidade.

 

Mensagem aos leitores

Que 2026 seja um ano de reflexão, maturidade política e compromisso com o interesse público. Que os trilhos do poder conduzam menos a projetos pessoais e mais ao desenvolvimento das cidades.

O Estandarte Angrense deseja a todos os seus leitores, parceiros e colaboradores um Feliz Ano Novo, com saúde, sabedoria e esperança renovada. Seguiremos atentos, críticos e comprometidos com a verdade, porque informar também é um ato de responsabilidade.

 

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