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Adele Fátima, o Símbolo que o Tempo Não Apagou

  • Foto do escritor: Estandarte Angrense
    Estandarte Angrense
  • 26 de jan.
  • 2 min de leitura
Adele Fátima e Roger Moore
Adele Fátima e Roger Moore

Contos do Miro Lopes


Conta a lenda…

… que um dos maiores símbolos sexuais cariocas, que dominou o imaginário coletivo, sem dúvida, foi a inicialmente sambista, bailarina e depois atriz Adele Fátima — uma verdadeira pin-up girl em carne e osso. Ela encantou plateias em todo o mundo como uma das Mulatas que Não Estão no Mapa, grupo de bailarinas que abrilhantava os shows de samba criados pelo mulatólogo Oswaldo Sargentelli, um dos reis da noite carioca.

Aos 60 e poucos anos, Adele Fátima ainda conserva traços da aparência que a consagrou como símbolo sexual nas décadas de 1970 e 1980: beleza cativante, jeito naturalmente provocante de menina marota e corpo esculturalmente curvilíneo. Mas, muito além de musa dos palcos internacionais, ela construiu uma trajetória consistente em outros espaços da arte, para além das casas noturnas.


É no cinema que a lenda se perpetua. Em 1978, já bastante conhecida, foi convidada por Albert Broccoli e participou das filmagens de Moonraker, da série 007, no papel de uma “Bond girl” brasileira. Embora seu nome e sua foto tenham constado nos créditos e no material de divulgação do filme, as cenas em que aparecia foram cortadas na edição final, quando a imprensa brasileira noticiou rumores de que a mulata estaria tendo um caso com o ator Roger Moore — o então Bond, James Bond —, fato jamais confirmado. As cenas foram refeitas com a atriz Emily Bolton. A verdadeira história, Adele Fátima guardou para contar em seu livro e no documentário autobiográfico, ambos em fase de produção.


O que a lenda não conta…

O mulatólogo Oswaldo Sargentelli, que começou como auxiliar na Rádio Guanabara nos anos 1950 e se transformou em um dos locutores mais admirados do rádio brasileiro — apelidado por Fernando Barbosa Sobrinho de “a voz de trovão” —, descobriu Adele Fátima na plenitude de seus 17 aninhos, arrebatando a noite carioca no pioneiro show de samba African Girls, comandado pelo cantor mineiro Sílvio Aleixo, na boate Katakombe, localizada nos subterrâneos de um prédio em Copacabana.


“Sargento” pediu ao Gordo, Carlos Imperial, para intervir junto a Luciano Lusoli e viabilizar a cessão da mulata em questão. Coube a este escrevinhador que vos fala fechar os detalhes com Lusoli e Aleixo. Em seguida, entrou em cena a máquina de produção do espetáculo de despedida de Adele da Katakombe e sua estreia no Oba-Oba, casa noturna do Sargento, ao lado de Zezinho Rajo.

Depois, é tudo aquilo que quem viveu testemunhou — e quem nasceu depois ouviu falar: o absoluto sucesso de Adele Fátima nos palcos da vida.

 

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