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Bebidas adulteradas com metanol podem causar cegueira e até morte

  • Foto do escritor: Wagner Rodrigues
    Wagner Rodrigues
  • 3 de out. de 2025
  • 2 min de leitura
 Magnífico Reitor do IFRJ alerta ao Estandarte Angrense sobre os riscos
 Magnífico Reitor do IFRJ alerta ao Estandarte Angrense sobre os riscos

O número de casos suspeitos de intoxicação por metanol em São Paulo subiu para 52, segundo balanço atualizado na quinta-feira, dia 2, pela Secretaria Estadual de Saúde. Uma morte já foi confirmada e outras cinco estão sob investigação. Embora o surto esteja concentrado em território paulista, a preocupação se espalha por todo o país, inclusive pelo estado do Rio de Janeiro, onde a circulação de bebidas clandestinas não é novidade.

 

Em entrevista ao Estandarte Angrense, o magnífico reitor do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e químico Rafael Almada fez um alerta direto à população.

 

- O metanol é um álcool muito parecido com o etanol, que está presente nas bebidas que consumimos, mas quando entra no organismo se transforma em veneno. Ele gera compostos como formaldeído e ácido fórmico, que atacam as mitocôndrias das células e podem causar desde náuseas e vômitos até cegueira e falência de órgãos – explicou.

 

De acordo com Almada, a contaminação geralmente ocorre por meio de bebidas adulteradas, vendidas sem rótulo, em garrafas reaproveitadas e a preços muito abaixo do mercado.

 

- É preciso desconfiar. O metanol não é álcool de beber, é solvente industrial e combustível. Quando ingerido, pode ser fatal. Não existe dose segura. Um único gole pode causar danos irreversíveis – destacou.

 

A preocupação se justifica. No Rio de Janeiro, operações policiais já apreenderam grandes quantidades de bebidas clandestinas em depósitos e pontos de venda. Na Costa Verde, onde eventos populares movimentam o consumo de álcool, o risco de circulação desse tipo de produto também existe.

 

Almada reforçou ainda a importância de procurar atendimento médico imediato diante de sintomas como tontura, visão embaçada, vômitos ou confusão mental após o consumo de álcool.

 

- É um assunto sério. Precisamos falar mais sobre a composição química das bebidas e cobrar um controle real de qualidade – concluiu o magnífico reitor.


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