Curta angrense “Casco Preto” escancara o racismo estrutural presente no cotidiano

O racismo estrutural, presente de forma silenciosa e persistente no cotidiano de pessoas negras, é o tema central do curta-metragem Casco Preto, que será lançado no dia 28 de junho de 2025, às 20h, no Teatro Municipal de Angra dos Reis. Inspirado na obra Racismo Estrutural, do jurista e filósofo Silvio Almeida, o filme lança luz sobre comportamentos discriminatórios muitas vezes tidos como banais, mas que revelam uma desigualdade profundamente enraizada na sociedade.
A narrativa é construída a partir de situações corriqueiras em espaços como ônibus, farmácias e escritórios, locais onde, sob a aparência de normalidade, se reproduzem microagressões e exclusões baseadas na cor da pele. Com uma linguagem direta e simbólica, o filme opta por não romantizar a realidade, buscando tensionar o olhar do espectador sobre o que é socialmente aceito e habitual.
Casco Preto é também uma conquista da produção audiovisual independente local. Mobilizou cerca de 60 pessoas entre atores, técnicos e apoiadores, todos envolvidos com o compromisso de dar voz a uma história que, embora ficcional, retrata experiências reais vividas em Angra dos Reis.
A estreia representa um avanço para o cinema negro e periférico da cidade, colocando em evidência não apenas uma pauta urgente, mas também o talento e a capacidade de mobilização cultural presentes nas comunidades angrenses. A exibição é aberta ao público e deve reunir artistas, militantes, educadores e cidadãos interessados em refletir sobre os desafios da luta antirracista no cenário local.





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