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Deputada cobra que Eletronuclear cumpra compromissos ambientais e sociais em Angra dos Reis

  • Foto do escritor: Estandarte Angrense
    Estandarte Angrense
  • 5 de fev.
  • 2 min de leitura
Célia Jordão alertou sobre uma possível interrupção nos atendimentos do Hospital da Praia Brava
Célia Jordão alertou sobre uma possível interrupção nos atendimentos do Hospital da Praia Brava

O ano legislativo na Alerj ainda está no início, mas a deputada Célia Jordão segue pressionando as autoridades em busca de benefícios para a população de Angra dos Reis. A parlamentar usou a tribuna, nesta quarta-feira (04), para denunciar o corte feito pela Eletronuclear no auxílio-transporte de estudantes, a suspensão de repasses financeiros destinados a projetos socioambientais e para alertar sobre uma possível interrupção nos atendimentos do Hospital da Praia Brava.

 

Em relação ao auxílio aos estudantes, a deputada destacou a preocupação das famílias que dependiam do benefício. “As mães estão preocupadas porque esse auxílio, que era o transporte por ônibus prestado pela Eletronuclear, não interferia em nada no horário em que a empresa disponibilizava esses veículos para os trabalhadores. Agora, os estudantes terão mais dificuldade, principalmente nas localidades do Parque Mambucaba e da Vila Residencial”, destacou.

 

A parlamentar também manifestou preocupação com rumores sobre a suspensão dos atendimentos de saúde à população local no Hospital da Praia Brava, que atende a região do Parque Mambucaba, onde vivem mais de 50 mil moradores.

 

Segundo ela, a unidade é fundamental para garantir o acesso à saúde da população. “Estamos atentos a essa situação e cobrando esclarecimentos, porque não se pode admitir qualquer prejuízo à assistência em saúde da população”, ressaltou.

 

Célia Jordão ressaltou ainda que a presença da usina gera impactos diretos na qualidade de vida dos moradores e cobrou a retomada dos investimentos em projetos importantes da prefeitura e os repasses da contrapartida socioambiental.

 

A deputada alertou que não é aceitável que os recursos concedidos pela empresa sejam suspensos. “Medidas são necessárias para reparar essa situação, com a apuração de  informações e reuniões para buscar esclarecimentos”, disse.

 

É importante ressaltar que esse benefício existe há 40 anos e os moradores entendem que essa medida extrema de suspensão dos serviços dos transportes precisa ser revista, já que muitos estudantes dependem do ônibus para o deslocamento escolar. “Acabar com a contrapartida social é um verdadeiro desrespeito com a população que mora às proximidades da Usina”, denuncia a parlamentar.

 

Obras da Usina Angra 3

 

Durante sua fala, a parlamentar também abordou a paralisação das obras da Usina Angra 3, de competência do Governo Federal.

 

“Essa paralisação tem gerado, com certeza, prejuízos aos cofres públicos federais muito maiores do que os custos de sua retomada, que, por sua vez, geraria empregos e arrecadação”, concluiu.

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