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Reativação do eixo ferroviário Barra Mansa-Angra em pauta

  • Foto do escritor: Wagner Rodrigues
    Wagner Rodrigues
  • 11 de jan de 2025
  • 2 min de leitura

‘Rota do Café e Calcário’ terá grande importância para o escoamento da produção econômica proveniente de Minas Gerais e no estímulo aos negócios na região; projeto também prevê a reimplantação do Trem Turístico da Mata Atlântica. Foto: Felipe Vieira
‘Rota do Café e Calcário’ terá grande importância para o escoamento da produção econômica proveniente de Minas Gerais e no estímulo aos negócios na região; projeto também prevê a reimplantação do Trem Turístico da Mata Atlântica. Foto: Felipe Vieira

 O prefeito de Barra Mansa, Luiz Furlani, recebeu na tarde de sexta-feira, dia 10, os prefeitos de Volta Redonda, Antônio Francisco Neto; de Quatis, Aluísio D’Elias; de Rio Claro, Babton Biondi; de Angra dos Reis, Claudio Ferreti; e de Piraí, Luiz Fernando Pezão, para discutir a proposta de reativação do eixo ferroviário que liga a região Sul Fluminense à Costa Verde e a reimplantação do Trem Turístico da Mata Atlântica.


O projeto apresenta a implementação da chamada ‘Rota do Café e Calcário’, que é o corredor ferroviário que liga Varginha, em Minas Gerais, a Angra dos Reis, com requalificação dos trechos Varginha/Bhering (Lavras, Minas) e Barra Mansa ao Porto de Angra. Com isso, será agilizado o escoamento de commodities provenientes de Minas Gerais, incluindo o café, que tem cerca de 40% da produção nacional vinda do estado.

O presidente da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) do Sul Fluminense, Péricles Aguiar, explicou que a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) está devolvendo ao Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) vários trechos de linha ferroviária em seis estados do Brasil, sendo um deles no Rio de Janeiro.


“Para fazer essa devolução é necessário o pagamento de uma indenização, cujo valor gira em torno de R$ 3,5 bilhões. Então, existe um projeto para trazer o café da região de Varginha para ser exportado pelo porto de Angra dos Reis. Para que isso ocorra, é necessário reconstruir o trecho entre Barra Mansa e Angra. Isso nós estamos pleiteando, junto ao Dnit, que parte dessa multa indenizatória seja investida aqui na nossa região para recompor a linha. O investimento para esse trabalho está orçado em cerca R$ 600 milhões”, informou Péricles.


Delmo Pinho, assessor da presidência da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio), fez uma apresentação às autoridades presentes na reunião e destacou o impacto positivo que ela terá para o desenvolvimento econômico da região.


“Essa ligação ferroviária vai transformar a realidade local e nossa região será realmente um espetáculo na questão da logística de carga e de passageiros também. Onde a logística é boa e econômica são atraídas muitas indústrias e empresas. Isso vai criar um salto de desenvolvimento para todo o Sul Fluminense”, contou Delmo.


Furlani agradeceu a visita dos prefeitos e enfatizou como a reativação do trecho ferroviário trará muitos benefícios para Barra Mansa e cidades envolvidas.


“Temos muito a ganhar com esse projeto. Isso, somado às obras de duplicação da Rodovia Presidente Dutra, vai permitir que Barra Mansa e toda a nossa região se torne um importante polo de logística e emprego. Teremos um grande desenvolvimento industrial, além da ampliação turística, com a ativação do trem da Mata Atlântica”, declarou Furlani.

Após a reunião, os prefeitos falaram por meio de ligação telefônica com o ministro dos Transportes, Renan Filho, sendo combinada, para o final de janeiro ou início de fevereiro, uma visita à região para que ele conheça mais detalhes do projeto.


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