Asfixia financeira promovida pela Eletronuclear pode interromper serviços no Hospital de Praia Brava
- Estandarte Angrense

- 26 de mai.
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A crise financeira enfrentada pela Fundação Eletronuclear de Assistência Médica (FEAM) chegou ao limite e já provoca forte reação. Na manhã desta terça-feira, dia 26, moradores, trabalhadores e representantes da sociedade civil interditaram a Rodovia Rio-Santos, na altura de Praia Brava, em um protesto que teve como objetivo chamar a atenção das autoridades para o cenário alarmante vivido pela instituição.
Responsável pela operação do Hospital de Praia Brava, do Centro de Medicina das Radiações Ionizantes (CMRI) e pelos serviços ambulatoriais prestados no interior das usinas nucleares, por meio do AMIR, a FEAM enfrenta um cenário de estrangulamento financeiro que, segundo denúncias feitas por trabalhadores e lideranças políticas, estaria sendo provocado pela Eletronuclear.
A situação gera apreensão não apenas entre funcionários e pacientes, mas também em toda a população angrense, já que os serviços prestados pela fundação possuem importância estratégica para a segurança nuclear, assistência hospitalar e atendimento especializado na região da Costa Verde.
Nos bastidores, cresce a avaliação de que a crise poderia ser facilmente contornada pelo Governo Federal, controlador da Eletronuclear e responsável direto pela política energética nacional. A percepção é de que falta vontade política para resolver o impasse antes que os impactos se tornem irreversíveis.
Além das dificuldades financeiras, denúncias encaminhadas há algum tempo ao Ministério de Minas e Energia apontam que a atual direção da Eletronuclear estaria promovendo práticas de assédio moral dentro da estrutura administrativa da empresa. Há ainda relatos considerados mais graves, envolvendo episódios de cunho racista.
As denúncias seguem sendo acompanhadas por parlamentares com interlocução junto ao Governo Federal. Deputados e lideranças políticas se comprometeram a buscar soluções para evitar o colapso da FEAM e garantir a manutenção dos serviços prestados à população e aos trabalhadores do complexo nuclear de Angra. No entanto, até o fechamento desta reportagem, não havia qualquer definição concreta sobre medidas emergenciais para solucionar o problema.
Enquanto Brasília permanece em silêncio, a mobilização popular aumenta em Angra. O protesto realizado nesta terça-feira demonstrou que a população decidiu assumir protagonismo na defesa da FEAM e do Hospital de Praia Brava, considerado referência regional em diversas áreas da saúde.





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