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Boteco do Tinho, a resistência raiz no pé do Morrão

  • Foto do escritor: Wagner Rodrigues
    Wagner Rodrigues
  • 15 de out. de 2025
  • 1 min de leitura
Entre o Santo Antônio e a Caixa d’Água, espaço mantém viva a tradição do encontro, da amizade e da boa cerveja, um verdadeiro patrimônio afetivo angrense
Entre o Santo Antônio e a Caixa d’Água, espaço mantém viva a tradição do encontro, da amizade e da boa cerveja, um verdadeiro patrimônio afetivo angrense

No pé do Morrão, em um cantinho entre os bairros Santo Antônio e Caixa d’Água, está um dos últimos redutos da boemia raiz de Angra dos Reis: o Boteco do Tinho. Simples, acolhedor e com a cerveja sempre no ponto, o local segue firme como ponto de encontro de amigos, pescadores e boêmios que não abrem mão da boa conversa, risada solta e petisco bem servido.

 

Por muitos anos, o bar foi comandado pelos saudosos e queridos Cleia e Tinho, que deixaram no balcão mais que lembranças — deixaram histórias e afetos. Hoje, quem segura o bastão da tradição é Matheus, jovem rubro-negro de quatro costados, que com seu jeito hospitaleiro recebe cada freguês como se fosse de casa.

 

Mais do que um boteco, o lugar virou símbolo de convivência. Ali, não importa se o barco volta cheio ou vazio — os pescadores amadores que frequentam a região sempre passam no Mercado do Peixe para garantir o petisco e brindar com os amigos. O que vale é a confraternização, o sorriso aberto e a sensação de estar no lugar certo.


Num tempo em que bares viram franquias e botecos viram “gastro”, o Boteco do Tinho resiste firme, com o mesmo charme e simplicidade de sempre.


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